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Posts Tagged ‘música’

Se conheço um casal feliz esse é o formado por Música e Cinema. Assim que conheci Arcade Fire fiquei impressionado com a qualidade dos arranjos e letras que me faziam viajar como num bom longa. Daqueles que te despertam emoções nunca antes vividas ou que dificilmente iremos viver para sentir. O filho daquele casal feliz, o videoclipe, nos transmite por cinco ou seis minutos aquilo que normalmente sentiríamos em longas. Mas e quando não se trata de uma única faixa, e sim uma ópera, como o álbum The Suburbs (2010)?

É só chamar o diretor de  It’s Oh So Quiet, da Björk e Sabotage dos Beastie Boys e também ganhador do Oscar por Quero Ser John Malkovich. É, o Spike jonze mesmo. Ele é o responsável pelo curta Scenes From The Suburbs, que sintetiza o sentimento que o Arcade Fire tenta passar em seu último álbum. Nesse link você assiste com legendas em português. Tem que se cadastrar. Coisa rápida e que muito vale.

Machado de Assis, Shakespeare e uma crônica sobre o sentimento de perda. Perda de tempo, de juventude, de amigos. A vida que passa sem controle. O desejo do apego e aqueles que desapegam. O primeiro e talvez o último verdadeiro amor. O proibido e o lícito. Dilemas que temos de lidar todos os dias de nossas vidas. Vinte e nove minutos e dez segundos de sentimentos universais. Assistam.

 

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Não espere uma história nova. A mensagem é simples e direta: A vida é sua e só você tem o poder para mudá-la. Sucker Punch trabalha esse tema “autoajuda” de modo simples e poético. A história da garota rica que vira órfã e tem seu padrasto como pior inimigo já foi utilizada diversas vezes. A órfã que é colocada no hospício para sofrer todo tipo de abuso e foge para seu mundinho especial dentro de si, também. Então o que torna Sucker Punch tão especial? O visual e a trilha sonora.

Quem viu Watchmen e 300 já sabe que o diretor Zack Snyder sabe muito bem como lidar com mundos alternativos. Sucker Punch trata do real e do onírico, sendo os sentimentos que envolvem a dança e a música a entrada e saída. É como se estivéssemos diante de uma bela Graphic Novel. Suas cores e sequências de ação, igualmente campo comum para aqueles acostumados com Final Fantasies em geral, são de tirar o fôlego. Atenção especial para a sequência do trem, em que sonho e realidade se fundem belamente, envolvidos por uma trilha sonora de igual adjetivo e sem qualquer ruído na comunicação.

A atuação de Emily Browning como Baby Doll nem é das melhores e esse é o charme. Uma pessoa ferida pela vida que luta com todas as armas possíveis para continuar vivendo não importa como. Vanessa Hudgens deixou seu o lado Disney teenage e  trabalha em harmonia com suas companheiras de tela, Jena Malone, Jamie Chung (Dragon Ball. Pois é.) e Abbie Cornish. Notem que não é um time de super estrelas para um super filme. Esse não é o objetivo de Sucker Punch. O objetivo? Já disse no primeiro parágrafo. E claro, ganhar os prêmios técnicos do Oscar 2012.

A tag line de Sucker Punch aqui é: Mundo Surreal. Sério, Brasil? Ai, ai.

Em tempo. Quem assina a música são Tyler Bates e Marius De Vries. Marius também assina o meu filme favorito, Moulin Rouge. Fica aqui minha indicação.

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