Feeds:
Posts
Comentários

Mortal Kombat Rebirth

–UPDATE–

É, eu não conhecia esse Jax, Michael Jai White e seu passado sujo em Spawn (1997). Muito menos a loirinha do Law & Order, Jeri Ryan.

Para informação séria sobre  o filme/jogo/whatever que venha a ser esse vídeo que só na E3 ficaremos sabendo realmente o que é, leia esse texto do Gus Lanzetta lá no Arena Turbo ;D

Tudo aponta para um fanservice bem feito. Um filme de fãs para fãs que morrerá no Youtube. Assim espero. O que tenho medo é dessa vontade louca do cinema de colocar na telona personagens dos quadrinhos, videogames e mangás só pelo dinheiro. Tudo bem que sempre fizeram isso com grandes títulos literários, mas o que realmente me dá medo é como tratam o pop. Tudo bem que é um gênero passageiro, efêmero por excelência, mas muitos filmes são produzidos para não durar nem mesmo a temporada em que está em cartaz.

Voltando para Mortal Kombat. a única versão que aceito é a de 1995, dirigida por Paul W. S. Anderson, que pelo visto ama videogame pois seu currículo conta com roteiro e direção do primeiro Resident Evil (2002) e os roteiros das sequências Apocalypse (2004) e Extinction (2007). Além de Dead or Alive em 2006 (se alguém assistiu pelamordedeus comentários).

Essa versão ainda colocou uma peruca branca lambida em Christopher Lambert para o papel de Rayden, e nos deu o melhor Liu Kang do mundo, Robin Shou, que também esteve em Dead or Alive e viveu o personagem Gen em Street Fighter: The Legend of Chun-Li. Mas essa última referência podemos esquecer para sempre de nossas vidas.

Homem de Ferro 2

Será que alguém não assistiu a Homem de Ferro em 2008 porque achou que era mais um filme de nerd? Se você fez isso não cometa o mesmo erro nesse ano e corra para o cinema mais próximo! Homem de Ferro 2 é ótimo tanto quanto o primeiro, conseguindo agradar a todos os públicos. Como todo filme pop não é muito importante a ordem em que se assiste, afinal o vilão do primeiro é quase o mesmo do segundo. Ou seria o contrário?  Não importa, e se fosse necessário explicação  não seria um bom filme pop.

Marcado por uma excelente trilha sonora (RIP DJ AM), acompanhamos o declínio de Tony Stark. Primeiramente um declínio físico porque nosso herói está morrendo devido as toxinas em seu corpo. Quanto ao declínio moral podemos culpar o governo dos Estados Unidos, que está no pé do milionário narcisista para colocar as mãos em sua armadura. Tony se defende dizendo que ele é a arma, o Homem de Ferro, e se ele se entregasse isso “seria escravidão ou prostituição”, sendo ovacionado em seguida pelo público como o defensor da liberdade e paz mundial. Somando o excesso de confiança a um “pé na cova” chegamos a um Tony que perde a cabeça com a pressão e decide fazer tudo o que o deixa feliz, de um modo bem egoísta. Claro, um inimigo maior, o russo cheio de ódio (e vodka) Ivan Vanko, vivido por um Mickey Rourke que dá nojo. Acrescente a essa trama a linda, e agora ruiva, Scarlet Johansson como Viúva Negra e a bela e delicada Gwyneth Paltrow, caso você prefira loiras. Não podemos esquecer as bem trabalhadas cenas de explosão, com direito a luta no jardim japonês. Pronto. Temos um ótimo filme, excelente naquilo que se propõe, cheio de referências ao universo Marvel que agradará os fãs mais atentos.

Piadas rápidas e diálogos bem construídos na medida do possível, Homem de Ferro 2 é um sessão da tarde gostoso de se assistir várias vezes. Robert Downey Jr nasceu para o papel (frase já batida que continua verdadeira nessa sequência). A armadura é linda e crível. É interessante que Homem de Ferro 2 é mais do mesmo de si mesmo e ainda assim é bom. Não cresce sobre o primeiro, mas é bom. A confirmação disso é que todos quiseram trabalhar nesse filme. DJ AM é ele mesmo, Stan Lee brinca de Larry King, Samuel L. Jackson todo solto como Nick Fury e mais uma vez vemos o próprio diretor Jon Favreau interpretando o fiel Happy. Acho que é isso que torna o filme bom. Tem todo um clima de “estamos aqui para diverti-los por isso estamos nos divertindo”.

Particularmente não gosto dos Vingadores, mas sou muito fã do Thor. Então por favor não saiam da sala de cinema antes dos créditos terminarem.

É legal vocês saberem que Mickey Rourke foi fundo no personagem Ivan Vanko, pesquisando cada uma das tatuagens que o personagem sugeria. Cada uma das tatuagens que vemos no corpo do personagem tem um significado de gangues que Ivan poderia ter feito parte e prisões russas nas quais ele poderia ter estado!

O filme que unirá os até então vistos Hulk, Homem de Ferro e os outros Vingadores ainda não vistos porém com data marcada para 2011, Thor e Capitão América, está prometido para 2012. Falta muito para 2012?

A Alice do Tim Burton

Uma Alice (Alice in Wonderland) óbvia. Revoltada com sua sociedade cheia de máscaras e um sistema econômico que a obriga a se casar na flor da idade com um homem que não ama, Alice descobre que seus pesadelos com um mundo onde os animais podem falar, líquidos fazem você diminuir de tamanho e bolos podem fazer você esticar até além do teto, não estão apenas na sua cabeça. São lembranças de experiências vividas anteriormente e que agora deve aventurar-se mais uma vez para salvar o país maravilhoso que conheceu.

O visual é realmente incrível, de um figurino primoroso. Tudo faz acreditar que aquele mundo maluco é possível em seus sonhos. Não se podia esperar menos de Tim Burton. Johnny Depp está um Chapeleiro Maluco que apenas ele poderia encarnar e Mia Wasikowska interpreta Alice muito bem. Particularmente não gosto de filmes 3D, os óculos me incomodam e há diretores que exageram neste recurso, explorando os efeitos visuais e esquecendo o mais importante, a história. Não é o caso de Alice, que faz uso do 3D com maestria, sem exageros. Acho que esse é o problema de Alice. Ser tudo muito “ok” e nada extraordinário.

O fato de Alice ter dúvidas de ser ou não a Alice tão aguardada pelos seres do subterrâneo e completar seu destino no “Dia Frabuloso”, que prometia uma enorme festa com a dança especial do Chapeleiro, a futterwacken, é resolvida de modo fácil, porém crível. Me incomoda muito ver questões complicadas serem resolvidas de modo fácil. A crise de insanidade ou identidade do Chapeleiro não é explorada. Alice descobrir onde está a espada Vorpal é tão fácil quanto barganhar com o animal que primeiro a havia ferido. Alice aguardar o Dia Frabuloso ao lado da Rainha Branca sem nem conversar direito com esta e descobrir mais a respeito daquele mundo e porque ela e não outra pessoa, que é o que a incomodava, não existe.

Com uma cena de luta digna, Alice que lutava contra seu destino o aceita, o cumpre, e se vai. Simples assim. Os eventos vividos no País das Maravilhas ficaram marcados em seu coração? Com certeza. Em seu retorno ao mundo real Alice desmascara, com toda a delicadeza inglesa que lhe cabe, as pessoas falsas, mentiras e imposições sociais que lhe cercavam e tanto a faziam mal. Só pôde fazê-lo por ter reencontrado suas forças (ou seria rude dizer culhões?) e crescido com as experiências vividas em sua viagem maravilhosa.

Esse sentimento de “é bom mas poderia ter sido mais” se deve por ser um filme Disney. Se Tim Burton tivesse produzido e dirigido o filme de modo independente ou por qualquer outra produtora/distribuidora, quem sabe não teríamos uma Alice em um País das Maravilhas mais sombrio e adulto com questões e personagens mais bem definidos? Novamente o Monstro da Expectativa ataca. É um bom filme. Mas poderia ter sido mais. (3/5)

Trailer: The Last Airbender

M. Night Shyamalan ganhou +100 pontos comigo! Quem conhece a animação sabe que a batalha no Reino da Água está fiel, bem como a Yue! Além de que a tatuagem não ser uma simples seta azul no corpo. Sentiram que me empolguei? Ainda não há data para lançamento aqui no Brasil mas rumores dizem que o nome do filme aqui será O Último Mestre do Ar. Por que essa galera que coloca o nome dos filmes aqui no Brasil sempre o faz da pior maneira? Enfim, lá for ao filme estreará em Julho.

Falta muito para Julho?

Cinema: Amor Sem Escalas

Antes de mais nada, o problema do título. O título original Up In The Air seria melhor traduzido literalmente, algo como Lá No Alto, que tem muito mais relação com o filme do que Amor Sem Escalas, que para noventa e nove por cento das pessoas indica ser um romance romântico, coisa que o filme definitivamente não é. Por essas razão este texto usará o título original da obra cinematográfica.

Com um final apressado, o diretor Jason Reitman adapta mais um livro, dessa vez Up In The Air (Walter Kirn) para o cinema com George Clooney no papel de Ryan Bingham, que leva uma vida fora dos padrões que nossa sociedade estabeleceu. Não tem apego social ou familiar. Sua vida profissional não lhe dá tempo para construir e fortalecer laços. A empresa atua em todo o território americano enviando seus funcionários para demitir funcionários de outras empresas. Seu grande objetivo é acumular dez milhões de milhas e se tornar um usuário vip da American Airlines, podendo chegar no aeroporto, escolher um lugar para viajar e simplesmente ir. Muitos diriam que isso é fuga de si mesmo, uma escolha solitária de se viver a vida. Mas esse é apenas o modo como ele escolheu levar a vida e não se sente incomodado com isso. Somente quando a nova funcionária, Natalie (Ana Kendrick), sugere que seu trabalho se modernize e as demissões sejam feitas via conferência virtual, é que Ryan vê seu mundo abalado.

O grande problema de Jason Reitman em Up In The Air é não ter terminado o filme. Todos voltam para suas vidas como antes. Há a problemática do relacionamento amoroso de Ryan e Alex (Vera Farmiga) que tem início, meio e fim porém não há impacto mais significativo, como o próprio desenrolar da história indicava. Isso faz com que ao final o filme retroceda, devolvendo os personagens ao ponto inicial do filme. Clooney com toda sua experiência em cena, consegue passar a imagem de que Ryan é uma pessoa vulnerável. Que mesmo ele estando longe da família, não se identificando nem mesmo com suas irmãs, ele sente falta de algo mais significativo e palpável em sua vida, mas isso não é totalmente desenvolvido. Grande bola fora, Reitman! Felizmente a obra não é totalmente prejudicava pois a mensagem de que “nenhum homem é uma ilha, mas pode ser uma península” está lá para nos fazer refletir. Além de trazer uma ótima mensagem para as pessoas que vivem para suas posições empregatícias. Isso é correto? Você realmente é insubstituível em seu emprego?

O que realmente fica para pensamento no filme é a necessidade do Ser Humano de possuir laços. Saber que mesmo longe ele possui um lugar para voltar. Uma base. Todos desejam aquilo que Bilbo Bolseiro em O Hobbit (que está sendo produzido e dirigido por Gullermo del Toro, com previsão de lançamento em 2011) sabiamente disse “Lá e de volta outra vez”. Todos queremos um lugar para voltar, que alguém está nos esperando com uma boa refeição ou apenas um abraço caloroso para nos oferecer quando nos reencontrar.

Zach Galifianakis, que você com certeza conhece da recomendadíssima comédia Se Beber Não Case (The Hangover) faz apenas uma cena, interpretando Steve, um dos primeiros funcionários demitidos pelo personagem de George Clooney. É incrível como Zach fica no mesmo patamar de Clooney, que tem muito mais experiência cinematográfica. A continuação de Hagover vem aí, atenção!

Que fique registrado: Vera Farmiga, nascida em 06 de Agosto de 1973, portanto 36 anos de idade, faz uma rápida cena de nú de costas extremamente sensual. Parabéns.

E que trilha sonora deliciosa, senhor Rolfe Kent!

Pôster: The Last Airbender

Deu no Yahoo! Movies. Estréia em 02 de Julho lá fora e é dirigido por M. Night Shyamalan. Aang, o último dominador de Ar e Avatar capaz de dominar os quatro elementos, é interpretado por Noah Ringer. Príncipe Zuko da Nação do Fogo deseja matar o Avatar para que seu povo possa dominar com mão forte sobre todas as Nações. Zuko é interpretado por Dev Patel.

Clique para ver em um tamanho digno.

Eu gostei mais do pôster do Zuko 😀

Cinema: Sherlock Holmes

Baseada na nova linha de quadrinhos de Sherlock Holmes, escrita por Lionel Wigram, Guy Ritchie traz para o público jovem um detetive Sherlock Holmes sarcástico e não convencional que ao mesmo tempo em que usa suas habilidades do boxe para derrotar seus inimigos, usa seu cérebro sedento por mistérios para resolver.

Desnecessário dizer que o ingresso já se paga só pela atuação ótima de Robert Downey Jr, que puxa Jude law, que interpreta seu fiel companheiro Doutor John Watson, para uma atuação a sua altura, dando luz a uma química que funciona na telona. Já não dá mais para pensar em outra dupla de atores para esses papéis. Rachel McAdams, a sedutora Irene Adler por quem Sherlock Holmes tem uma grande queda, a ponto de quase nublar seu sagaz cérebro, tem altos e baixos de atuação. No geral o filme se sustenta por 1) saber medir a ação do filme, com lutas, explosões e ambientes que os amantes de steampunk irão adorar, 2) a relação de amizade entre Sherlock e Watson, que vai se casar, e como o detetive está lidando internamente com a “perda” de seu amigo, 3) das explicações de como detetive e companhia chegaram a solução do caso, o que envolve até desvendar os segredos da magia negra. Elementar que esta equação transforma o filme em um momento agradável. Sem grandes surpresas, mas mesmo assim muito agradável.

É bom avisar que nem tudo são mistérios e risadas nesse filme. Há efeitos especiais, como a cena da ponte no final do filme, que é quase horrível. Pedimos um pouco mais de dedicação na pós produção no segundo filme.

Guy Ritchie continua com suas câmeras que causam vertigem, suas cenas de luta abusando do slow motion e flashbacks explicativos, mas não cansativos, fazendo por vezes lembrar de Snatch em alguns momentos. Há momentos no filme em que você parará de respirar desejando que as explosões acabem e mostrem os números de mortos e feridos. Agradeça a belíssima trilha sonora composta por Hans Zimmer, que também foi responsável pela trilha de Batman: The Dark Knight.

O caminho escolhido para reviver o solucionador de mistérios da rua Backer Street foi muito feliz. A linguagem dos quadrinhos está cada vez mais dominando os filmes de ação e com maior força. Quando bem usado, o que é o caso, é um ponto positivo para as duas mídias. Eu acredito que até os mais puritanos defensores do detetive inglês que usa mais o cérebro do que os músculos irão gostar dessa nova linha de filmes, afinal todos os elementos que fizeram a fama do Sherlock Holmes original de Sir Arthur Conan Doyle estão lá. O personagem só está mais colorido. Nos resta ficar atentos pois Moriarty vem aí.